21.4.12

Sinais de fumaça.


Antes de mais nada, vou explicar o sumiço:

Escrever/ ter um blog pode ser um pouco como ir a um nutricionista quando você não perde peso. Sabe como? Ou quando você vai ao psicólogo e ele pergunta "E então, confrontou fulano?" - e claro que você não confrontou ninguém. E não saiu do lugar.

E isso eu odeio. Estagnar. Então eu sumi e me deprimi e comi chocolate e estraguei minha pele e finalmente encarei uma serie de coisas e fiz acontecer; mudanças.

Daí uma mulher ligou pro celular do meu pai e disse "Senhor Luiz precisamos do número do seu RG para a emissão do diploma". E  então ele me ligou dizendo que precisavam do RG do "sr.Luiz para a emissão do diploma."

Diploma!! Depois de 34085 anos de muita auto-sabotagem meu diploma vai sair; e portanto sou obrigado a começar a pensar sobre uma serie de (novas) coisas.

"E agora?"

O que é que você faz quando você cruza a linha chegada e chega em um lugar que nunca quis? Se formar em um curso que você odeia é como terminar uma maratona e subir em um podium vazio.

Mas chegou, eu cheguei, e agora pelo menos posso correr para algum outro lugar - e quem sabe buscar um premio por qual valha a pena ao menos correr, nem que seja para chegar em último lugar.


***

 Magra

Eu sou privilegiado por muitos motivos, sobre tudo, por ter Muito Magra em minha vida. E sim, a propósito, temos um plano (a respeito do que farei da minha vida), mas por hora é segredo. (Magra já está vibrando com nossa ideia "infalível", mas eu sei que provavelmente eu que pirei de vez)

Aliás, faz tempo que não dou notícias sobre Magra.

Magra foi bater na Austrália  - atrás do tal do surfista celebridade -  e...voltou. Ela disse que entendeu que ele não era  seu verdadeiro amor quando se deu conta de que em  3 semanas não conheceu nenhum lugar gay. Eu tentei argumentar e convencê-la de que isso talvez fosse  normal - já que, oi, o cara é hetero - mas Magra é um caso perdido.

Dia desses tivemos uma de nossas raras discussões. Em plena segunda feira ela me mandou isso:

Não por nada, mas sabe aquela história de "meu direito termina quando o do outro começa"? Com o meu amor é parecido: Amo muito Muito Magra, mas meu amor termina quando o cabeleireiro da Cosmopolitan começa. Não é justo. Não na segunda-feira. Então agora combinamos uma lista de temas proibidos-na-segunda-feira, tipo qualquer coisa que comece com "Aqui em Zurique", maquiadores da Vogue, e assim por diante.

Falando assim parece que a vida dela é uma eterna festa. Não é. Bom, até é, mas a verdade é que herdar negócios, a grana e a responsabilidade, não é pra qualquer um. Ela poderia der jogado tudo pro alto, mas acho que trabalhar feito louca - e viajar feito louca - faz bem pra ela. E apesar dos pesares, Magra tem essa coisa de deixar tudo com cara de férias. Ela sempre foi assim mesmo antes de ficar milionária. É um dom.

Um dom PROIBIDO às segundas-feiras.

***
PS
1 - O blogger finalmente impôs sua "interface" moderna. Odeio (sou retrógrado), vou aprender a mexer nisso e depois escrevo mais.

2- Prometo responder os e-mails atrasados.

Au revoir!




26.3.12

O Não-Post: anotações abortadas.


17.3.12

Prazer, Carmen Dell'Orefice












  



Carmen Dell'Orefice despontou em 1947, quando aos 15 anos saiu na capa da Vogue US. Hoje, 2012 - aos 80 anos - continua trabalhando como modelo de passarela e fotografando editorias de moda para as maiores grifes do mundo. Foi musa de Salvador Dalí.




DESCULPE (insira aqui o nome de qualquer modelo pop-cara-de-vagaba-genérica com menos de 30) 





PS-  RÁ!

14.3.12

Demônios & Perinhas.

Eu nunca namorei.

Eu não sei o que responder às pessoas quando elas tocam no assunto. Já disse que não gosto de beijar gente estranha, e das poucas vezes que tentei, é sempre tão ruim que esqueço que fiz. Uma vez foi bom e eu me apaixonei, e jurei que seria amor eterno, eterno não, mas amor muito — só porque ganhei um ou dois abraços e escutei “jamais vou te esquecer”. Guardei a carta/isso só prova que eu sou uma pessoa completamente fora de si.

(...)

À vezes acho que meu problema é uma combinação de pouca altura com excesso de personalidade, manias, trejeitos e opiniões.

Ou seja: eu deveria ser menos mulher, e o motivo é apenas óbvio: ninguém gosta de mulher. Pense comigo: bichas gostam de homem, mulheres são as primeiras a atirar as outras no esgoto, e os homens, esses atiram as mulheres no esgoto e ainda comentam com os amigos “Sabe aquela ali? Atirei.”

***

Então você escuta "Ah, mas eu seeempre estive do seu lado" — e vai ser uma total e completa mentira. Mas não se deve requentar, trazer à tona todas as provas de que frequentemente as pessoas erram — e feio. Mesmo porque, se tudo ficou bem, se tudo está bem, se todos — hoje — estão do seu lado, que bom, que melhor.

***

Estou lendo os clássicos, Machado de Assis (legal), Alexandre Dumas (um porre), Alexandre Dumas, filho(outro porre). Mas é muito importante ter esse tipo de leitura, porque isso te dá firmeza para dizer ao seu pai: “Desculpe, prefiro subliteratura contemporânea.”

***

"Encontrar felicidade em pequenas coisas" é um dos clichés mais insuportáveis do mundo. Mas também é verdadeiro, e eu encontrei felicidade em uma pequena coisa: perinha amarela.

Sabe aquelas pêras amarelas — não as verdes que são duras e sem gosto, mas a amarelinha que quase desmancha quando você corta? Teve ter nome, mas não sei. Sei que fui cortar uma perinha amarela para bater um suco, daí fiquei surpreso com o jeito que ela quase se desmanchou, não resisti, e coloquei um pedaço na boca. Então aconteceu: eu percebi que estava sozinho, num silêncio bom, 6:00 da manhã, e veio um vento de chuva da janela da área de serviço e eu fechei os olhos e senti... felicidade. Acho que é isso, o grande segredo é perinha amarela. Mas não use sempre (para não gastar), e para funcionar lembre-se que você tem de estar sozinho e perto de uma janela. Tente.

***

Still- JJ

(Quando estiver perto de uma janela, mas não tiver perinha.)



4.3.12

Pessoas para amar, lugares para conhecer.

Tanta gente interessante que achei uma chatice enorme escrever sobre mim.


Monique escreve de um jeito elegante e nem imagina que dia desses eu saí "me identificando" (você pode clicar em "me identifiquei") em um monte de textos dela. É muito confortante quando nos enxergamos em outros mundos, quando encontramos alguém que sabe dar letra à certas coisas e sentimentos que muitas vezes não sabemos. Melhor de tudo: Monique sabe como fazer isso, tem um blog, os textos nunca são chatos, e eu espero que você também se identifique.


Bruno escreve de um jeito desbocado e come letras, e fica triste quando eu não como brigadeiro  e escreve textos sempre que ele come  e tem uma girafa tatuada na perna, e tenho saudade da época em que estudamos Design Gráfico juntos (e de quando ele propunha "escorregar de um mastro usando um vestido de noiva com a cabeça pegando fogo"  seja qual fosse o tema do trabalho) e eu não sei o que faria sem ele.

Todo mundo sabe que eu amo sapato, tenho muito sapato, faço meus próprios sapatos. O que nem todo mundo sabe é que eu e meu inner travesti  o mesmo que, não raramente, me faz carregar no bronzer/achar que é normal tirar a roupa na balada/cantarolar Madonna na academia — adoramos comer geleia diet enquanto entramos em sites de sapatos para escolher sapatos adequados (ou não) em situações aleatórias e não realistas, mas que envolvem sapatos; e AMAMOS quando encontramos pessoas com inner-travestis maiores, melhores e mais loucos por sapatos, porque é como gostar de Cher e encontrar alguém que gosta de Cher — mas que mora num bolo e tem uma sala de perucas. E daí chegamos a Giovanna que adora sapatos, entende tudo sobre sapatos, trabalha com fabricação de sapatos, tem um blog dedicado a todas as tendência de sapatos E com uma loja virtual de calçados femininos incluída. Luix and inner travesti are very happy. We are happy shocked, happy  shocked, happy shocked.

"O Motim é um coletivo de jovens com idades entre 15 e 25 anos reunidos em torno da proposta de comentar o tempo e a cultura em que vivem, e está sempre buscando novos talentos - e você nem precisa ser julgado pelo Simon Cowell." Como eu nunca soube disso? Por que? Eu só irei perdoar meu amigo Matheus Rufino (editor responsável pela seção de atualidades) por jamais ter me informado sobre este motim, porque amei a proposta e espero que você jovem  3 goladas no meu suco de pepino com couve por não estar mais na faixa etária —  interessado em música, fotografia, atualidades, tecnologia (e cinema, HQ, games, moda, teatro, televisão, ufa!) se divirta e contribua!!!

Juliana Cunha é meu novo caso de amor-platônico-algo-lésbico-verdadeiro — só que ela ainda não sabe. Aconselho a leitura "sobre o blog"  embora Juliana não aconselhe. Definitivamente, já matamos por menos (e eu mataria pelo layout dela!!)

Cate Abigail Blanchett Vasques não é exatamente uma pessoa  talvez seja — tem fixação por cabides, atrapalhou esta postagem, e traz felicidade para minha vida.

13.2.12

Suely



Desde muito pequeno me acostumei com os telefonemas de Suely. Era assim:

— "Alôaaamm" —  ela tinha um sotaque carioca carregado.

— Alô!

— É o Filiapeanm? (ela sempre me chamou pelo segundo nome)

— É sim Tia Suely...

— Cadê sua mãean?

— 1 minuto.

Daí eu escutava minha mãe berrar "Suuuuuuuuu!!" E as duas ficavam penduradas no telefone por umas 2 horas.

Os anos passaram e Suely continuou ligando; e eu , continuei atendendo como sempre, — sem dar muita bola —  até que comecei a ficar mais velho e, talvez, mais atento as coisas e pessoas a minha volta.

É que ela já tinha "uma certa idade" —  não vou dedurar ninguém aqui — e portanto já não tinha pai, nem mãe, só um irmão que morava sei lá onde; e, como não tinha marido, morava sozinha. Bom, sozinha não: ela tinha um papagaio.

Nos últimos anos, como sempre, atendi várias ligações de Suely, que passou a errar o meu nome "É o Guxxtavoamm?" — Gustavo é o nome do meu irmão, que quando atendia ela perguntava "É o Filiapeanm?".

— “HAHA, dexculpa Filiapeanmm! Eu nunca acerrto néaam?"

Ela nunca acertava. Mas um dia desses ela acertou e quando perguntou “"Filiapeanm"? A voz dela deu uma tremida, uma desafinada como se ela estivesse chorando — algo que só concluí depois de ter colocado o telefone no gancho, a mania de responder tudo no piloto automático. Então mudei: a partir deste dia sempre que Suely ligou, e minha mãe estando ou não estando, puxei conversa. Falávamos de sei lá o que, escolas de samba (ela era louca por carnaval e pela “Mangueira”), pele (eu indiquei vitamina C 10% em gel e ela manipulou na farmácia e me contou que era incrível e que ela já estava no terceiro tubo), inclusive, passei a receita do suco Madonna pra ela. “Eu A-doaroanm Madonna!!”

Ela adorava Madonna, cigarros, canais de esportes, leite condensado (cruzes), artes  — ela era artista e pintava muito bem  —  e picar papel quando estava triste.

***

Estou contando tudo isso porque nessa última sexta-feira a Suely morreu. Não vou entrar em detalhes, ela estava meio mal por isso e por aquilo e, enfim, nessa sexta o coração dela parou de vez.

E de repente me vi naquela capela de cemitério olhando para Suely dentro do caixão, com uma maquiagem leve e unhas clarinhas e fiquei puto: ela gostava de usar os olhos carregadões mega pintados e pretos — era meio mística — e adorava uma unha vermelha. Nada tinha nada a ver com ela ali e eu sei que ela em algum lugar teria achado aquilo um porre. Não havia muita gente. Um punhado de senhoras, umas com cara de madame, outras com cara de derrame, uns 2 senhores e um Padre que fez um tipo de missa — bem impessoal —  e um longo discurso meio péssimo sobre culpa e do quanto devemos fazer pelas pessoas em vida. Não demorou e a voz tremula de Suely começou a bater dolorido na minha cabeça: senti uma tristeza horrível imaginando ela e seu papagaio sozinhos em um apartamento que nunca conheci. “Será que ela ficou picando papel no dia daquela ligação?” Uns pensamentos, que agora parecem tão bobos, mas que na hora, não sei explicar, me doeram como se Suely fosse uma amiga muito próxima, como se aquela ligação absurdamente tivesse o poder de mudar tudo.

Sei que depois que o discurso do Padre acabou, um senhor loiro com cara de Suely — e o mesmo sotaque carregado — levantou, disse ser o irmão dela — bingo! — que veio de não sei onde, etc. Daí a coisa ficou boa: ele agradeceu o carinho, agradeceu a missa, mas disse que eram ambos agnósticos e que buscavam Deus “de outras formas (e vocês não queiram imaginar a cara do Padre e das senhoras ali presentes) e daí a coisa ficou foi ótima: ele começou a descrever a última experiência “parapsicológica-transcendental” de Suely (ambos se falavam por telefone 5 vezes ao dia) e que ela havia flutuado pelo espaço (mais uma pausa para imaginar a cara do Padre) e que ela “estava ótima”.

Não deu muito certo, mas eu estava adorando — e afundando a cara no chão porque se olhasse pra cara do meu irmão, que estava ali comigo, eu iria me acabar de rir.

E daí a coisa que já estava ótima, ficou ainda melhor: surpreendentemente apesar daquela história maluca, ele concluiu de forma fantástica:

“...como vocês devem imaginar eu vivia chamando Suely para morar comigo e ela dizia “Ah, mas e os meus amigos? Meus amigos estão aqui!”. Os amigos são mesmo a família que a gente escolhe, e a família dela são vocês todos que estão aqui”.

Foi tudo muito emocionante até ele mudar de novo o discurso e contar como ela foi rainha do carnaval de 1900 e fumaça e voltar a arregalar os olhos da velharada. Mas não parou ai: um casal gay chegou acompanhado de uma mulher de cabelos mega vermelhos com os olhos mega pintados, abraçando todo mundo, muito emocionados, muito sorridentes e com o celular tocando. A mulher de cabelo vermelho disse pra alguém gesticulando “ENERGIA!”. Adorei, achei bem mais Suely, e com certeza não fui o único a gostar da movimentação porque já hora do enterro, naquele momento terrível que o caixão vai baixando, uma das senhoras que fizeram careta, surpreendeu todo mundo puxando uma marchinha de carnaval:

Um Pierrô apaixonado que vivia só cantando, por causa de uma Colombina acabou chorando... Acabou chorando... A Colombina entrou num butiquim, bebeu, bebeu, saiu assim, assim, dizendo "Pierrô, cacete! Vai tomar sorvete com o Arlequim! "

Acho que ela lembrou de como era Suely, e acho que todo mundo também lembrou porque todo mundo foi no embalo e cantou junto.

Antes de ir embora, fui cumprimentar o irmão de Suely e contei que ela ligava muito lá pra casa e que por vezes eu conversava com ela coisa e tal. Ele disse “Ah, então você é o Filipeanm! Ela me falava de você! Dizia que vocês eram muito amigos!

— Nós éramos!

O enterro terminou com um abraço apertado, e eu termino este texto com a certeza de que não entendo porra nenhuma sobre a morte, mas que uma conversa boba de 15 minutos pode significar muito para algumas pessoas e que certamente não nos damos conta do tamanho de pequenas pessoas em nossas vidas. Também tenho certeza de que aquele dia  — aquele, Suely, que não conversamos —  não teria mudado muita coisa, mas sem dúvida, seria mais uma conversa para lembrar;  também tenho certeza de que esse dia, esse dia que não nos falamos, não significa nada comparado as nossas tantas outras conversas de outros tantos dias — e aos incríveis benefícios da minha dica sobre vitamina C!

Adeus minha amiga.

Muita saudade,

“Filiapeanm



28.1.12

Intimidades.

Escrever é um círculo: às vezes dá vontade de nunca mais escrever e guardar tudo só pra você - o único lugar que parece ser adequado parar guardar todos os [seus] achismos, opiniões, segredos desagradáveis ou pensamentos [considerados por você]  "absolutamente brilhantes". Mas quando se guarda tudo no lugar adequado, depois de um certo tempo, há uma sensação carente. Parece que você deixa de existir. Daí você volta a ser inadequado e escreve e compartilha todas a suas irrelevâncias que não deveriam interessar a mais ninguém.

***

1. Narciso. O belo jovem que não resistiu a própria imagem e morreu afogado - existem muitas versões interessantes dessa lenda, algumas envolvem flores, outras envolvem cachoeiras, cantos, ecos, cachos. Nunca me identifiquei com a história: eu não me pegaria nem que me pagassem.

2.Crônicas da beleza capítulo 3456: nunca estive tão bem, cabelo, quadríceps. Tem mais: o sol bateu de um jeito ótimo e me deu bochechas douradas, coisa que também nunca tive (por vias naturais). E ontem na praia, uma cigana me deu uma concha cheia de poderes mágicos - foi o que ela contou e eu achei tudo verdade porque eu paguei.

3. O problema é que sempre que estou assim (muito lindo) ao invés de rebolar e tirar fotos pedantes, eu começo a sentir um negócio ruim e jogo meu celular pela privada e digo que perdi. Eu coloco uma roupa legal e paro o carro na frente da balada mais legal e começo a ter taquicardia e meu pulmão aperta como quando eu era pequeno e tinha asma e então eu fico com medo de dirigir - e às vezes dá um branco e eu esqueço como se dirige -, mas/e volto pra casa. Eu fico na dúvida entre achar que é algo sério, ou que um copão de vodka resolveria esse tipo de chilique - mas é tão bom e gratificante ficar 1 mês inteiro sem beber nada. Quem fala isso pra mim são os meus pés que ficaram horríveis por excesso de boates, com unhas pisadas e roxas (bom, uma delas ficou roxa, porque a outra caiu).

3.1 Continuando: sinto que que a vida perde o brilho quando estou longe das meninas (S e B) e eu não vejo graça em estranhos: é muito nojento e triste quando você está dançando e se divertindo e alguém acha que precisa apresentar alguém a você "ah, só pra você se divertir um pouco".  Mas ódio é um sentimento ruim que normalmente encobre outras coisas, daí eu acho que sou frígido e que eu deveria me tratar. Será que existe homem com isso?  Li que gordura ajuda a manter a sanidade (de verdade); Então, segundo minhas belas e assustadoramente baixas taxas de triglicerídeos: fudeu.

4. Frigidez me lembrou paquera, um tópico ótimo. Tipo: talvez eu seja frígido, mas eu adoro paquera, na teoria. O melhor das pessoas está na paquera porque tudo é (teoricamente) muito misterioso, entusiasmante, bem maquiado, coreografado e cheio de promessas e de todo o ideal irreal que existe dentro da sua cabeça. Mas na prática é muito deprimente e as pessoas fazem perguntas medíocres que fazem você se sentir muito velho, muito velho mesmo, tipo com 200 anos e cansado, e mais cansado ainda de frequentar esses lugares e com vontade de colocar uma peruca da Amy Winehouse e um vestido enorme e sambar em cima de um carro e explodir.

5. Adorei.  http://www.youtube.com/watch?v=hN1m5vcQ9n4


***

Como eu imaginei, foi totalmente inapropriado. Mas, muito embora explodir me pareça ótimo, achei que deveria escrever e poupar as pessoas da visão do inferno [eu de vestido].